Um Amor Para Recordar – Resenha

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Título: Um Amor Para Recordar

Autor: Nicholas Sparks

Editora: Novo Conceito

Ano de Pulicação: 2011

Nº de páginas: 188 p.

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Sinopse:“Cada mês de abril, quando o vento sopra do mar e se mistura com o perfume de violetas, Landon Carter recorda seu último ano na High Beaufort. Isso era 1958, e Landon já tinha namorado uma ou duas meninas. Ele sempre jurou que já tinha se apaixonado antes. Certamente a última pessoa na cidade que pensava em se apaixonar era Jamie Sullivan, a filha do pastor da Igreja Batista da cidade. A menina quieta que carregava sempre uma Bíblia com seus materiais escolares. Jamie parecia contente em viver num mundo diferente dos outros adolescentes. Ela cuidava de seu pai viúvo, salvava os animais machucados, e auxiliava o orfanato local. Nenhum menino havia a convidado para sair. Nem Landon havia sonhado com isso. Em seguida, uma reviravolta do destino fez de Jamie sua parceira para o baile, e a vida de Landon Carter nunca mais foi a mesma.”

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“Esta é a minha história – e prometo contar tudo.
No início você vai sorrir e, depois, chorar – não diga que não avisei.”

Landon Carter é um jovem rico, filho de um deputado cujas relações não são muito boas, popular e preguiço. Ele tinha duas opções para escolher cursar química ou teatro, ao escolher teatro pensou que não precisaria fazer nada visto que não tinha provas, porém ele foi escolhido como ator principal e não viu outra saída a não ser a pedir ajuda de Jamie Sullivan uma menina doce, filha do pastor que ajudava a todos, incluindo o orfanato local e os animais, até aquele momento ela sofria certo desprezo tanto de Landon quanto dos amigos populares dele. Landon estava sem companhia para o baile e como já estava diminuindo suas premissas anteriores resolveu convidar Jamie ao baile:

“- Eu adoraria ir com você – ela disse, finalmente – mas com uma condição.
Eu me indireitei, esperando que não fosse algo constrangedor demais.
– E o que é?
– Você tem que prometer que não vai se apaixonar por mim.”

Com a aproximação que eles têm ao ensaiar para peça, algo inevitável acontece: Eles se apaixonam. Landon se torna uma pessoa melhor, deixa de pensar só em si mesmo e começa a pensar nos outros. Jamie por outro lado possui um segredo…. Por se tratar de um livro com poucas páginas se faz impossível não ler em pouco tempo, pois o livro prende do começo ao fim, à medida que os personagem vão se conhecendo e se aproximando o leitor deixe o seu estado de observador/leitor e passa a apreciar a história como um dos personagens (pelo menos foi assim comigo! haha), para os que gostam de livro de romance com toda certeza do mundo esse livro se faz uma leitura obrigatória, pois irá tocar seu coração! S2

nota 5

escrito amanda

 

 

Vocação Para O Mal – Resenha

 

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Título: Vocação para o mal

Autor: Robert Balbraith

Editora: Rocco

Ano de Pulicação: 2015

Nº de páginas: 513 p.

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Sinopse: Quando um misterioso pacote é entregue a Robin Ellacott, ela fica horrorizada ao descobrir que contém a perna decepada de uma mulher. Seu chefe, o detetive particular Cormoran Strike, fica menos surpreso, mas não menos alarmado. Há quatro pessoas de seu passado que ele acredita que poderiam ser responsáveis por tal crime – e Strike sabe que qualquer uma delas seria capaz de tamanha brutalidade. Com a polícia focada no suspeito que Strike tem cada vez mais certeza de que não é o criminoso, ele e Robin põem as mãos à obra e mergulham no mundo sombrio e distorcido dos outros três homens. Entretanto, quanto mais acontecimentos horrendos acontecem, mais o tempo se esgota para ambos…

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Escrito por J. K Rowling sob o pseudônimo de Robert Gailbrath, o livro conta a história do detetive Cormoran Strike e sua secretária/parceira Robin. O enredo começa com a secretária recebendo um objeto inusitado no escritório do detetive. Paralelamente, um serial killer, não identificado, realiza seus desejos mais profundos matando garotas e levando consigo um “brinde” de cada uma. A história se desenrola com a dupla de investigadores buscando encontrar o assassino e o mesmo – que possui um ódio mortal do Strike – sonhando com o seu triunfo maior: matar Robin. O livro é recomendado para quem gosta de romances policiais, pois explora muito bem a temática, além de percorrer habilmente os espaços londrinos, uma vez que a obra se passa na Londres contemporânea. O final, apesar de deixar um pouco a desejar, foge dos clichês e dá abertura para a continuação da obra. Outro tema abordado é a relação entre os dois, visto que apesar de trabalharem juntos, possuem uma ligação maior, desenvolvida por todo o livro (mas fica por isso mesmo). A secretária é noiva de Matthew, um contador, que desaprova o trabalho de Robin e, sente um ciúme doentio do Cormoran. Não é uma leitura difícil, o enredo consegue te prender facilmente, por possuir uma linguagem acessível à maioria dos leitores. O que mais me chamou a atenção foi poder acompanhar as linhas de raciocínio dos detetives, suas frustações e sucessos na caçada do assassino.
O autor explora brilhantemente a introspecção, presente nas obras da literatura contemporânea, uma vez que temos acesso à mente das personagens, que compartilham conosco as suas angústias. Outra coisa que me chamou a atenção foi a presença do assassino durante toda a obra. Sem sabermos quem é, somos feitos de plateia pelo autor, visto que “presenciamos” todas as mortes.
O ponto fraco do livro é que não termina no final, deixa pontas soltas. A impressão passada é que foi escrito com tanta riqueza de detalhes que, no final houve uma pressa em finalizar o texto. O casal Strike + Robin não fica junto, o que foi ao mesmo tempo positivo e negativo; positivo porque não gostei do casal, não consegui imaginá-los juntos, e negativo, pois há toda uma lamúria por parte dos dois durante todo o livro, uma melação só, para no final ela se casar com outro. Bom, pode ser que no próximo livro a história deles seja desenvolvida.
Algo que me deixou muito “WTF?!” foi o modo como o assassino foi descoberto. Quem já está acostumado com Agatha Christie e Arthur Conan Doyle sabe, que desde o início o assassino está entre todos e conseguimos acompanhar o raciocínio dos detetives. Nesse livro foi diferente, pois a investigação deles parece não levar a lugar nenhum quando, de repente, Cormoran aparece na casa do vilão, como se já soubesse de tudo e o prende,
me deixando perdido sobre como ele conseguiu descobrir, mesmo que explique. Enfim, o livro é bom, mas o final deixa a desejar, uma ótima tática para vender os outros livros, (bom eu comprei o livro sem saber que haviam outras histórias do mesmo detetive, culpa de quem compra livros impulsivamente, só porque viu que estavam em promoção). A introdução e o desenvolvimento do enredo foi algo muito bacana, pois desmembramento está em alta, mas, como já foi dito, não termina muito bem.

nota 4

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A Rainha Vermelha – Resenha

A Rainha Vermelha

Título: A Rainha Vermelha
Autor: Victoria Ayeard
Editora: Seguinte
Ano de publicação: 2015
Páginas: 424 p.

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Sinopse: O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses. Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho? Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe — e Mare contra seu próprio coração.

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Mare Barrow vive numa sociedade injusta e dividida pela cor do sangue. Por ter sangue vermelho, mora com sua família em um lugar precário e com condições de vida miseráveis. Para sobreviver e oferecer alguma ajuda à sua família, Mare utiliza de uma das suas únicas habilidades, a agilidade, para roubar objetos e conseguir dinheiro.
Em uma reviravolta inacreditável, Mare descobre que tem poderes, assim como os prateados, mesmo tendo sangue vermelho. Sua vida muda de uma hora para a outra e ela se vê dentro do castelo, prometida a casamento ao desengonçado príncipe caçula e entregando seu coração ao mais velho. Ao conviver com os prateados, Mare começa a identificar suas fraquezas e se deparar com um povo covarde, que se esconde atrás de suas demonstrações provocativas de poder. Mas a garota não se esquece de onde veio e quer mudar a vida de todos os vermelhos que continuam sofrendo assim como ela sofria de uma vez por todas, e ela vai. “Todo mundo pode trair todo mundo” Uma obra que nos faz prender a respiração a cada nova página, A Rainha Vermelha nos faz refletir muito sobre confiança nas pessoas mais próximas de nós. Se tu gostas de reviravoltas constantes, vai fundo nesse livro. Ao longo da história acompanhamos o sentimentos da personagem principal e o jeito pela qual ela vai se entregando às pessoas, o que nos faz sempre querer ler “só mais uma página” pra descobrir todos os mistérios que surgem na vida de Mare Barrow. Embora as distopias sempre pareçam iguais, essa história realmente me surpreendeu. Uma narrativa com um final que foge dos padrões e que nos faz querer comprar todos os outros quatro livros da série de uma vez só. Boa leitura!

Leia a resenha do Segundo Volume aqui

nota 5

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A Culpa É das Estrelas – Resenha

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Título: A Culpa É das Estrelas

Autor: John Green

Editora: Intrínseca

Ano de publicação: 2012

Páginas: 313 p.

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Sinopse: Hazel é uma paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante — o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos —, o último capítulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

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Hazel Grace, uma garota de 16 anos, está em fase terminal. Foi diagnosticada com câncer aos 13 anos e por um “Milagre”, acabou sobrevivendo. Vive graças aos tubos conectados por seu corpo, mas aguarda por sua morte a qualquer momento. Enquanto isso, lê seus livros, maratona séries, frequenta a universidade e vai a um encontro na igreja para pessoas com doenças como a dela: o Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. E é neste grupo que conhece Augustus Waters, 17 anos, futuro amor da sua vida.

Confesso que estava receosa de ler este “clássico do drama adolescente moderno”. Digo isso porque é de conhecimento geral a existência desse romance, e mesmo que você não tenha lido ou visto o filme, com certeza já ouviu falar. E este fato foi o que me motivou a ler – para tirar minhas próprias conclusões: se o livro merece essa “babação” extrema ou não.

Sinceramente, drama não é meu estilo literário favorito, mas, caso fosse, acho que A Culpa é das estrelas atenderia ao mínimo pedido por um drama. John Green conseguiu emocionar ( não tanto assim, mas um pouco sim ) e fazer a leitura fácil e fluída. É um daqueles livros que conseguimos ler em uma madrugada, pois não é enjoativo e realmente queremos saber o que acontece no final, apesar dos spoilers que muitos já nos deram ( se você não levou um, considere-se sortudo).

Sobre os personagens: gostei do jeito que o autor os desenvolveu. Para mim, Hazel no início deu certo desconforto, mas depois me acostumei com ela e passei a gostar da mesma. Talvez, sem querer, tive pena dela. Depois que compreendemos sua realidade fica meio difícil não ficar triste.

Gus foi o ponto alto do livro. Meninas veneram ele e não é sem razão – o cara é um galã. Na minha opinião, o autor focou demais nisso e acabou não falando muito sobre seu PASSADO, o que eu queria saber bem mais. O que ele fala para Hazel não é suficiente, e não sei se era esse o propósito do autor no final, nos fazer querer saber mais e sentir que não podemos, que somos incapazes. Se foi, então conseguiu.

Gostei muito da mãe da Hazel, é uma daquelas personagens que nos fazem lembrar nossa própria mãe. O autor trabalhou muito bem os pais dela e sua dor em poder perder a filha a qualquer momento. Nota dez.

A única personagem realmente inútil foi a Kaitlyn. Sério, eu entendi a intenção do autor de colocar uma amiga na vida de Hazel, mas ela é extremamente superficial. Só está ali por estar. E eu realmente acho que não seria o tipo de amiga de uma garota com câncer, intelectual e com crises existencialistas.

Não mudaria muita coisa no livro. O fato da a trama se basear em Hazel e Gus desejando saber o final de seu livro favorito, ”Uma aflição imperial”, me entreteu bastante, e sinceramente, foi o que me prendeu à história. Passear com eles por Amsterdã foi divertido, e o romance entre Hazel e Gus foi envolvente. John Green conseguiu criar um universo tão parecido com a realidade, tão idêntico, que me surpreendi quando soube que, por exemplo, os livros e o Falanxifor não existem de verdade.

Enfim, a Culpa é das Estrelas não te acrescenta MUITA coisa… Não toca a alma lá no fundo, mas te deixa meio pensativo. Faz refletir sobre a vida, sobre como se pode aproveitar ela. E sobre como algumas pessoas – que foram atingidas por doenças – não têm essa mesma chance de aproveitar. O nosso infinito é maior que o delas, por isso temos que desfrutá-lo da melhor maneira possível.

escrito mari

nota 4

A Última Esperança sobre a Terra – Resenha

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Título: A Última Esperança sobre a Terra

Autor: Richard Matheson

Editora: Francisco Alves

Ano de publicação: 1984 (original de 1954)

Páginas: 135 p.

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Sinopse:Terminada a guerra, manifesta-se estranha epidemia, trazida pelas tempestades de poeira e pelos mosquitos. Durante o dia, as pessoas permanecem em coma profundo; à noite, despertam repentinamente e saem em busca de alimento. Mas só de um: sangue. Médicos e cientistas não conseguem diagnosticar a enfermidade nem encontrar sua cura. O que é mais grave: a epidemia se alastra rapidamente, desorganizando toda a estrutura social. Todos ou quase todos acabam sendo atingidos pela nova Peste e a única solução é queimar os corpos numa gigantesca fornalha atômica: porque, de outra forma, os mortos retornam, sedentos de sangue.

Em meio a esse pesadelo, um homem não foi contaminado, por ter adquirido uma espécie de imunidade. Robert Neville, então, empreende uma operação de extermínio dos sobreviventes e, ao mesmo tempo, procura descobrir a origem da misteriosa doença. Ela sempre existiu, mas tinha sido encoberta, através dos séculos, pelo manto da fantasia, da superstição e do medo. Transformara-se numa lenda sinistra o que não passava de um fenômeno natural: a infecção por um bacilo. E Robert Neville, refugiado numa casa à prova de vampiros, vai desmontando, um a um, os disfarces da lenda.

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O livro segue Robert Neville, o qual tenta encontrar a causa – e talvez uma cura – para a epidemia que transforma vivos e mortos em vampiros. De noite trancado em sua casa protegida com alho e tábuas pregadas nas janelas; de dia procurando suprimentos e matando vampiros, os quais entram em estado de coma quando ao nascer do sol até o crepúsculo do dia.

Acompanhamos a mente do personagem, há anos sozinho, tentando não perder as esperanças onde parece ser um mundo onde só ele está vivo. Vemos o que ocorreu com sua esposa e filha, que sucumbiram à doença; a situação que ele e seus semelhantes se encontram após a guerra; tendo que encarar as tempestades de areia e os insetos nelas trazidos; como o coletivo se comporta quando a doença começa a se espalhar.

A trama tem um tom deprimente do começo ao fim. O protagonista muitas vezes se alcooliza para amenizar suas dores, o que acaba por lhe causar mais sofrimento ainda. Sem nenhum contato humano, Robert Neville reprime seus desejos sexuais e desaprende a conviver com os outros; no fim, quando encontra uma sobrevivente, às vezes se vê sentindo falta da solitude.

Recebeu três adaptações para o cinema: The Last Man on Earth (1964), The Omega Man (1971), Eu Sou a Lenda (2007, e provavelmente o mais conhecido) e I Am Omega (também de 2017). Referente às edições do livro, há um lançamento da Editora Aleph de 2015 intitulado Eu Sou a Lenda, para quem prefere comprar livros novos. Já para quem curte se aventurar em sebos, há a versão que eu li da Editora Francisco Alves, de 1984. Mas cuidado! Na contracapa, há spoilers do final do livro, o que pode estragar a surpresa para quem viu o filme do Will Smith ou até mesmo para quem nunca ouviu falar sobre a obra de Richard Matheson.

Recomendo para quem curte livros de ficção científica que exibem um futuro distópico. Falar mais do que já falei da história poderia estragar algumas surpresas presentes na parte final do livro. Caso ainda esteja com vontade de ler algo do gênero, recomendo o conto Não tenho boca e preciso gritar, de Harlan Ellison; história que mostra um futuro mais que pessimista.

nota 5

escrito paulo

 

A Última Música – Resenha

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Título: A Última Música
Autor: Nicholas Sparks
Editora: Novo Conceito
Ano de Publicação: 2009
Páginas: 383 p.
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Sinopse: Aos dezessete anos, Verônica Miller, ou simplesmente Ronnie, vê sua vida virar de cabeça para baixo quando seus pais se divorciam e seu pai decide morar na praia de Wrightsville, na Carolina do Norte. O pai de Ronnie, ex pianista, vive tranquilamente na cidade costeira, obcecado na criação de uma obra de arte que será a peça principal da igreja local. Ressentida e revoltada, Ronnie rejeita toda e qualquer tentativa de aproximação dele e ameaça voltar para Nova York antes do verão acabar. É quando Ronnie conhece Will, o garoto mais popular da cidade, e, conforme vai baixando a guarda, começa a se apaixonar profundamente por ele, abrindo-se para uma nova experiência que lhe proporcionará uma imensa felicidade- e dor- jamais sentida. Uma história inesquecível de amor, carinho e compreensão – o primeiro amor, o amadurecimento, a relação entre pais e filhos, o recomeço e o perdão – A Última Música demonstra, como só Nicholas Sparks consegue, as várias maneiras que o amor é capaz de partir e curar seu coração.
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 A Última Música começa com a personagem principal, Ronnie e seu irmão, Jonah, sendo levados pela mãe para passar o verão na casa do pai. Ronnie não está muito feliz com isso, pois o pai mora numa cidade litorânea pacata e ela curte baladas e agitação, além de que desde que ele e sua mãe se separaram o relacionamento dos dois ficou complicado.

Parece que vai ser mais uma daquelas estórias de adolescentes rebeldes mostrando toda a sua rebeldia, porém assim que Ronnie  conhece Will, um jogador de vôlei que dá uma bolada nela quando ela está passeando por um festival na praia, começamos a ver uma outra parte da personalidade dela aparecendo.

Conforme os dois vão se apaixonando, percebemos que, no fundo, ela é na verdade uma menina  bem sensível e não a revoltada que se mostra nos primeiros capítulos. Aos poucos, vamos conhecendo-a de verdade conforme ela se abre para Will, ao mesmo tempo em que vemos a relação dela com seu pai melhorar cada vez mais. Muitas coisas acontecem durante esse verão, e, no fim, temos uma estória triste e feliz ao mesmo tempo.

Eu acabei não gostando muito desse drama misturado com romance, porém pode ser porque eu fui ler querendo um tipo específico de estória, e não tinha nada a ver. Estava em busca de um livro “fofinho”, mas acho que cheguei à conclusão que Nicholas Sparks não é a melhor opção pra isso.

O livro tem vários pontos escritos com a intenção de serem tensos ou tristes, mas nenhum deles me tocou. Romance não é meu gênero favorito, mas escrito de uma certa maneira consegue me fazer chorar e ficar apreensiva, e estava procurando por isso quando peguei A Última Música na prateleira.

Achei que tiveram algumas (várias) partes da estória que o autor poderia ter aprofundado mais. Ele colocou vários “segredos”, mas não desenvolveu realmente nenhum. Tem vários acontecimentos que ele poderia ter desenvolvido melhor, talvez se ele tivesse focado mais em apenas alguns, ao invés de colocar tantos, teria dado mais certo.

Ao longo do livro conhecemos muito bem o Will, a Ronnie e o pai dela, Steve, mas senti muita falta de conhecer melhor a amiga dela, Blaze. Ela aparece bem no começo e no final, mas no desenvolvimento fica  em segundo plano, e sinto que ela poderia ter aparecido bem mais. Capítulos do ponto de vista dela seriam uma boa. Digo o mesmo para a mãe da Ronnie, Kim.

Bem, eu não tenho muito mais o que falar. Só li dois livros do Nicholas Sparks até agora, e entre esse e A Escolha, prefiro o segundo, porém se você gosta de um romance dramático com alguns clichês, vai fundo. Esse livro é tão famoso que tem até filme, então provavelmente várias pessoas gostaram dele.

nota 2

leticia

O Sol é Para Todos – Resenha

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Título: O Sol é Para Todos
Autor: Harper Lee
Editora: José Olympio
Ano de Publicação: 1960
Páginas: 281 p.
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Sinopse: A nova edição revista de um dos maiores clássicos da literatura mundial Um livro emblemático sobre racismo e injustiça: a história de um advogado que defende um homem negro acusado de estuprar uma mulher branca nos Estados Unidos dos anos 1930 e enfrenta represálias da comunidade racista. O livro é narrado pela sensível Scout, filha do advogado. Uma história atemporal sobre tolerância, perda da inocência e conceito de justiça. O sol é para todos, com seu texto “forte, melodramático, sutil, cômico” (The New Yorker) se tornou um clássico para todas as idades e gerações.
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Jean Louise Finch, ou Scout, como é chamada por conhecidos, vive na pacata cidade de Maycomb, no Alabama. Com seus sete anos, é levada, sapeca e muito curiosa. Vive junto com seu pai, Atticus Finch, seu irmão, Jem Finch e sua “empregada” negra (considerada praticamente uma mãe), Calpúrnia. Como qualquer criança, se mete em aventuras lado a lado com seu irmão e seu amigo Dill, uma delas sendo desvendar o segredo do misterioso e nunca mais visto Boo Radley que, por acaso, é seu vizinho. Essa pode parecer apenas uma história qualquer de uma criança qualquer, porém tem raízes bem mais profundas do que uma vida feliz e superficial. Ao ser indicado para um caso de defesa, Atticus Finch se vê sem escolha e deve defender um “preto” acusado de estuprar uma branca. Atticus tem duas opções: ou ir contra seus princípios e largar o caso, ou lidar com uma situação complicada – a de ficar do lado de um negro em pleno século 30. Esse caso não irá apenas mudar a vida do pai de Scout, mas também a dela, que terá que amadurecer antes da hora para poder enfrentar a comunidade conservadora em que vive.
“O Sol é Para Todos” (sendo o título em inglês “To Kill a Mockingbird”), escrito por Harper Lee, sempre foi um livro de meu interesse justamente por ser recomendado por muita gente e de cara considerado um clássico da literatura americana. A tradução que li, escrita por Beatriz Horta, foi muitíssimo bem feita e pude ler sem nenhum problema: o livro fluiu como mágica e em uma  suspirada me via avançar sessenta páginas. O fato do livro ser narrado a partir do ponto de vista de uma criança (uma sacada genial do autor) também ajudou a intensificar todos os sentimentos que ele queria transmitir.
Porém, a história vai além de apenas um julgamento. Os mais importantes acontecimento da vida de Scout durante os 2 anos que passaram foram narrados impecavelmente e o autor no fim conseguiu conectá-los com o julgamento principal, passando uma mensagem que não seria “captada” por uma leitura desatenta. Portanto, leia com atenção, ou melhor: deguste cada pedacinho. Esse livro vale a pena ser lido, pois nos faz realmente refletir sobre algumas atitudes que ainda estão erradas e ainda praticamos.
Se você está procurando por uma viagem no tempo, vai gostar de saber que a história se passa em 1930 – quando o preconceito racial era forte e os costumes, meio que diferentes (tirando o fato de que mulheres ainda se reúnem para fofocar, vizinhos ainda comentam sobre a vida dos outros e algumas “justiças”… bem, talvez não sejam tão justas como gostaríamos que fossem). Eu, particularmente, adoro adentrar em outras culturas e a americana, de algumas décadas atrás, foi muito gostosa de ler.
Conclusão : LEIA! “O Sol é Para Todos” é um livro que qualquer um pode entender; uma leitura fácil, que não requer vocabulário sofisticado, apenas vontade de ler mesmo. Apesar de ser um livro escrito em 1960, aborda temas que (infelizmente) ainda são atuais e estão, sim, presentes na nossa sociedade. Tente, caso saiba inglês, ler o livro no originalzinho mesmo, assim você estará honrando ainda mais o trabalho deste autor tão incrível. Ah! Após devorar as páginas, recomendo dar uma chance ao filme – afinal, não foi à toa que o mesmo ganhou um Oscar de melhor roteiro adaptado!

nota 5

escrito mari

Eleanor & Park – Resenha

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Título: Eleanor & Park
Autor: Rainbow Rowell
Editora: Novo Século
Ano de Publicação: 2012
Páginas: 328 p.
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Sinopse: Eleanor & Park é engraçado, triste, sarcástico, sincero e, acima de tudo, geek. Os personagens que dão título ao livro são dois jovens vizinhos de dezesseis anos. Park, descendente de coreanos e apaixonado por música e quadrinhos, não chega exatamente a ser popular, mas consegue não ser incomodado pelos colegas de escola. Eleanor, ruiva, sempre vestida com roupas estranhas e “grande” (ela pensa em si própria como gorda), é a filha mais velha de uma problemática família. Os dois se encontram no ônibus escolar todos os dias. Apesar de uma certa relutância no início, começam a conversar, enquanto dividem os quadrinhos de X-Men e Watchmen. E nem a tiração de sarro dos amigos e a desaprovação da família impede que Eleanor e Park se apaixonem, ao som de The Cure e Smiths. Esta é uma história sobre o primeiro amor, sobre como ele é invariavelmente intenso e quase sempre fadado a quebrar corações. Um amor que faz você se sentir desesperado e esperançoso ao mesmo tempo.
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O livro, logo no início, nos apresenta uma das personagens, Eleanor, uma garota que havia passado um tempo fora de casa, mas que agora retorna a morar com a mãe e percebe que nada mudou, tendo que enfrentar as mesmas dificuldades. A sua realidade é de uma família pobre, onde tem que conviver com o padrasto violento e com uma mãe que é totalmente obediente ao seu marido, e por isso, muitas vezes acaba sendo agredida. Mesmo com vários problemas dentro de casa, ela sempre tenta ser uma pessoa forte.

Eleanor é o tipo de garota que acaba se diferenciando de qualquer um pelo seu estilo de roupas chamativas e seus acessórios, junto com um cabelo ruivo um tanto que desordenado, e assim, sendo impossível não atrair os olhares dos outros para si. É por esse mesmo motivo que ela acaba sofrendo bullying constantemente dos colegas. Em seu primeiro dia de aula, no ônibus, ela é logo motivo de risadas e piadas, onde ninguém quer que ela se sente ao seu lado. Assim, ela encontra um lugar vazio ao lado de Park, que a deixa ocupar o lugar.

Diferente dela, Park vive uma realidade totalmente diferente da sua. Ele é um mestiço, sua mãe é coreana e seu pai americano. Ele possui um irmão mais novo e sua família lhe oferece uma vida muito boa, mas tem grandes problemas com seu pai, que não entende e nem aceita o jeito diferente do filho. É um garoto que procura ser quieto e não chamar a atenção, permanecendo sempre em um mundo só seu. A princípio ele também acha Eleanor estranha, e mesmo pegando ônibus juntos e sentando um ao lado do outro, os dias vão passando sem que não haja nenhuma conversa.

Park está sempre com seus fones de ouvido no último volume e lendo seus gibis. Ele logo percebe que Eleanor também está lendo com os cantos dos olhos, e então passa a lê-los mais devagar para que ela acompanhe. Em uma dessas vezes Park começa uma conversa, e a partir disso a relação entre eles começa a se estabelecer, descobrindo cada vez mais as semelhanças que cada um possui. A música se torna um assunto em comum, e além de revistas em quadrinhos, ele passa a gravar suas músicas preferidas para que ela escute. Assim, um se torna tão importante para o outro que eles só pensam nos momentos em que poderão estar juntos. O final de semana acaba sendo entediante sem a presença do outro.

O livro se passa em 1986, e isso é percebido ao longo de toda a narrativa por conta das referências do universo geek, além do punkrock dos anos 80. É difícil ler Eleanor&Park e não se envolver com os personagens e a história. O livro não vai apenas contar sobre um romance adolescente, mas também envolver assuntos como o bullying, preconceito, aceitação do corpo, sexualidade e muitas inseguranças e medos. O companheirismo que um possui como outro e como compartilham as dificuldades que enfrentam é o que acaba fazendo você se emocionar.

A obra possui uma leitura maravilhosa, pois é simples e direta, não a tornando cansativa. O livro é abordado de uma forma que possui a perspectiva dos dois personagens, intercalando entre si. Isso é interessante, pois faz com que o leitor acompanhe a visão de cada um contada pela autora.

O final é surpreendente e inesperado. É como se você terminasse o livro, mas com a sensação de desejar ler mais e saber o que acontece depois. Pode ser algo diferente para alguns ao terminar de ler, onde o final pode decepcionar, chegando a causar certo estranhamento, já que é um final imperfeito e buscamos um final feliz, mas com certeza causa no leitor uma pequena esperança. É um livro comovente e que passa uma mensagem tocante. Difícil não se apaixonar junto.

nota 5
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Misery Louca Obsessão – Resenha

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Título: Misery Louca Obsessão
Autor: Stephen King
Editora: Suma de Letras
Ano de Publicação: 2014
Páginas: 347 p.
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Sinopse: Paul Sheldon é um famoso escritor reconhecido pela série de best-sellers protagonizados por Misery Chastain. No dia em que termina de escrever um novo manuscrito, decide sair para comemorar, apesar da forte nevasca. Após derrapar e sofrer um grave acidente de carro, Paul é resgatado pela enfermeira aposentada Annie Wilkes, que surge em seu caminho. 
A simpática senhora é também uma leitora voraz que se autointitula a fã número um do autor. No entanto, o desfecho do último livro com a personagem Misery desperta na enfermeira seu lado mais sádico e psicótico. Profundamente abalada, Annie o isola em um quarto e inicia uma série de torturas e ameaças, que só chegará ao fim quando ele reescrever a narrativa com o final que ela considera apropriado. Ferido e debilitado, em Misery – Louca obsessão, Paul Sheldon terá que usar toda a criatividade para salvar a própria vida e, talvez, escapar deste pesadelo.
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Eu tenho uma relação de amor e ódio com o Stephen King mas nesse caso foi só amor! Li Misery já sabendo da história mas nem imaginava o que me esperava ao ler esse clássico do terror psicológico. Ele começa de boas, você até se identifica com a Anne em alguns momentos – se você já foi fã de alguém famoso você com certeza vai se identificar! – até que o livro parte para um ritmo aterrorizante e frenético até você chegar ao ponto de não saber mais do que a Anne é capaz.

O ponto alto aqui são os personagens extremamente bem construídos, um ótimo trabalho do King que tinha o desafio de levar um livro inteiro apenas com um único local e 2 personagens e isso é feito com maestria. O cenário é claustrofóbico e o ritmo adequado, se em alguns momentos a lentidão é a nossa maior inimiga em outros a rapidez como as coisas acontecem é aterrorizante. Mas como mencionado antes todo TCHAN se dá por Paul e Anne. De um lado temos um escritor famoso angustiado com sua obra prima e nós o entendemos completamente e isso é chave para que possamos ficarmos presos no livro porque se o Paul fosse um chato de galocha iríamos querer que ele morresse logo, MAS NÃO, o Paul é incrível e você só quer que ele se salve e exponha pro mundo seu novo livro. Do outro lado temos Anne, psicopata mor, rainha da tortura tanto física quanto psicológica não apenas com Paul mas com você, caro leitor! Se você curte um suspense bem feito e que te prende até o fim corre pra ler Misery, que você não irá se arrepender! E deixo aqui a minha recomendação para o filme que faz jus ao livro e tem uma das maiores atuações da história o qual fez a Kathy Bates levar um Oscar!

nota 5escrito duda

Admirável Mundo Novo – Resenha

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Título: Admirável Mundo Novo
Autor: Aldous Huxley
Editora: Globo
Ano de Publicação: 1932
Páginas: 309 p.
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Sinopse: A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de dois bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar. Não há espaço para a surpresa, para o imprevisto. O slogan “comunidade, identidade e estabilidade” sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford – aquele da linha de produção de automóveis -, quando o amor é proibido e o sexo, estimulado.Tais ingredientes levaram Admirável Mundo Novo a figurar ao lado e 1984, de George Orwell, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade. David Bradshaw, estudioso de Oxford, veria ainda no livro uma sátira do inglês, refinado e cultíssimo Huxley à crescente influência americana no período entre guerras, que trazia a reboque a cultura de massas e o “american way of life”.

Este é, acima de tudo, um romance de idéias, que descreve as formas mais sutis e engenhosas que pode assumir o pesadelo do totalitarismo, e que resiste inexpugnável às interpretações político-ideológicas de esquerda ou direita suscitadas desde seu lançamento. Admirável Mundo Novo levou o escritor e crítico Anthony Burgess a escrever que Aldous Huxley equipou o romance com um cérebro.

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Considerado uma distopia clássica, Admirável Mundo Novo é sobre uma sociedade em que o conceito de família não existe mais (uma das maiores ofensas que você pode dizer a alguém é perguntar se a pessoa tem mãe). Ninguém nasce, todos são criados em tubos em laboratórios e recebem as quantidades que necessitam de nutrientes conforme sua casta – existem cinco: Alfa, Beta, Gama, Delta e Ípsilon. Por exemplo, quem é criado para pertencer à casta Ípsilon recebe menos oxigênio do que seria necessário, para que seu cérebro não se desenvolva e ele não seja capaz de pensar, apenas obedecer. Cada uma das castas desempenha uma função na sociedade.

Depois de geradas, as crianças passam a ser educadas pelo Estado, e desde pequenas ouvem frases durante o sono – é aquela velha história de que uma mentira repetida várias vezes se torna uma verdade. Como aquilo fica impregnado dentro do cérebro de cada um, ninguém nem sequer para pra pensar se é certo ou não, apenas concorda.

Uma dessas frases é “Um pertence a todos”, e essa inclusive foi a parte que mais me assustou. Como famílias não existem, ninguém se apega, uma mulher é até mal-vista pela sociedade se passa muito tempo com um mesmo homem. O melhor é que você “namore” com alguém por no máximo um mês, sem ser fiel a essa pessoa, e logo troque de par. Até por isso, as crianças desde muito pequenas participam de “brincadeiras eróticas”, e existe meio que um “culto” que alguns indivíduos participam onde todos se relacionam ao mesmo tempo :\

A única opção que se tem é ser feliz. Ninguém pode se sentir triste, magoado ou irritado, por isso todos devem ter seus desejos atendidos. Não é aconselhado que você tenha vontade de fazer uma coisa e não faça (lembrando que o Estado meio que te obrigou a ter as vontades que ele quer), e se ainda assim você se sentir um pouco “pra baixo” existe o Soma: uma droga que te deixa só “paz e amor”, se é que me entendem rsrsrs. As castas superiores carregam comprimidos de meio grama que podem tomar a hora que quiserem, e as castas inferiores recebem uma dose diária ao final da jornada de trabalho.

Como essa sociedade é num futuro distante (632 Depois de Ford) a tecnologia é muito avançada. Não vou dar muitos detalhes, senão daqui a pouco é capaz de eu soltar um spoiler, é interessante ir lendo e descobrindo como o autor imaginou que a tecnologia evoluiria.

Bem, eu estou só descrevendo a sociedade e ainda não falei qual a estória do livro. É que essa foi justamente a parte que não me agradou. Eu senti muita falta de uma ESTÓRIA, realmente, porque ele é mesmo mais na intenção de nos fazer entender aquele mundo do que de acompanhar um desenvolvimento. Posso dizer que o personagem principal é o Bernard Marx, um Alfa que, dizem, recebeu mais álcool do que os outros de sua casta quando estava sendo formado, então é um pouco mais baixo, mais magro, e por isso é um pouco excluído das relações. No entanto, ele é mais crítico: percebe o que foi imposto a ele e é um pouco resistente quanto ao uso do Soma. Ele é apaixonado pela Lenina, uma Beta bastante “pneumática” – adjetivo usado várias vezes durante o livro para se referir a uma mulher “bonita” – e consegue convencê-la a visitar com ele a Reserva dos Selvagens: um lugar em que algumas pessoas ainda vivem com parte dos costumes da nossa sociedade. Lá eles conhecem Linda, uma mulher “civilizada” que acabou indo parar lá por um motivo, e seu filho John, que fica conhecido no livro como “O Selvagem”. Bernard Resolve levá-los até a sociedade civilizada e a partir daí a história se desenvolve um pouco mais, embora pra mim ainda tenha deixado a desejar.

Eu fiquei muito tempo querendo ler esse livro, talvez por isso a minha expectativa estava muito alta e eu me decepcionei. Mas não dá pra negar que é um livro muito bem desenvolvido e que com certeza inspirou muitas das distopias tão “modinha” agora (vi O Doador de Memórias em cada página de Admirável Mundo Novo). Vale a pena ler.

nota 3

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